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MENTRUZ

Nome Científico: Coronopus didymus

O mentruz tem alta concentração de iodo e o seu gosto é muito parecido com o agrião, é utilizado já há muito tempo por curar ematomas, inchaços musculares e algumas feridas, inclusive infecções na garganta e órgãos internos. Tem-se informação de seu uso até mesmo para tratamento de úlceras gastro-intestinais. O seu principal componente ativo é o iodo, mas esta plantinha tem outros componentes ativos muito importantes e pouco estudados, pois apenas a ingestão do iodo não proporciona o resultado que ela apresenta. Pode ser macerado com sal ou em óleo vegetal pré aquecido para ser aplicado sobre hematomas, nervos que sofreram torção. Batido com leite é muito utilizado para tratamento de infecções da garganta, faringe ou estomacais.
Também é utilizado no preparo de um fortificante que utiliza um litro de vinho do porto, uma gema de ovo de pata e um maço de mentruz, depois de batido no liquidificador e coado deve ser colocado na geladeira. Toma-se uma colher de sopa antes das refeições.
Também tem o seu princípio ativo muito utilizado como inseticida, por isso o cheiro ser parecido com alguns inseticidas não é mera coincidência.


RECEITINHA INTERESSANTE PARA DIAS FRIOS.....


Sopa de fubá com mentruz
30 g de bacon, se quiser;
2 dentes de alho picados;
1 colher (sopa) de azeite;
1 litro de caldo de galinha caseiro;
1/2 xícara de sêmola de milho misturada com 1 xícara de água (fubá comum também serve);
Sal a gosto;
1/2 xícara de folhas de mentruz rasteiro refogada rapidamente em azeite (ou sobras de mostarda refogada ou de couve);
3 ovos caipiras;
Pimenta-do-reino para finalizar;
Modo de preparo:

Se quiser Se for usar o bacon, pique finamente e coloque numa panela junto com o alho para fritar no azeite até dourar. Junte o caldo e deixe ferver. Adicione, então, a sêmola e mexa até engrossar. Junte sal, se o seu caldo não for salgado. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por meia hora. Junte as folhas previamente refogadas e quebre os ovos separados e deixe cozinhar por 2 minutos ou menos se quiser a gema bem mole. Sirva polvilhada com pimenta-do-reino.
Rende: 3 porções

EMBAUBA


Eficaz contra a hipertensão, tônica e regularizadora cardíaca (infuso de folhas: 1 col de sopa de folhas em 1 litro de água fervente. Abafe por 5 minutos.). Extremamente diurético, provoca três vezes mais urina que o normal. Popularmente também usada para xaropes para tosses e gripes.




Nome Científico:
Cecropia hololeuca Miq.

Propriedades medicinais: cardiotônica, diurética, tônica, anti-hemorrágica, adstringente, emenagoga, antidisenterica, anti-asmatica, anti-tussigena, anti-gonorreica, anti-leucorreia.

Indicações: afecção respiratória, afecção cardio-pulmonar, afecção cardio-renal, amenorreia, anúria, bronquite, coqueluche, diabete, diarréia, dismenorreia, dispneias, erisipela, feridas, flores brancas, homoptise rebelde, taquicardia, tosses, tuberculose.

MALVA

O chá de malva conhecido cientificamente como Malva sylvestris , é símbolo de tranqüilidade utilizada pelo gregos há mais de dois milênios.



Cultivada como planta ornamental pela beleza das suas flores, a malva (Malva sylvestris L.) é uma planta pertencente à família das Malváceas, originária da Europa, que pode atingir até cerca de 1 metro de altura. Popularmente, recebe vários nomes, como malva-de-botica, malva-maior ou malva-selvagem. É uma planta usada em fitoterapia e apreciada como hortaliça desde o século VIII a.C. Suas folhas são mais usadas na medicina popular, entretanto, as flores da malva constam das farmacopéias da Itália, França, Alemanha e da Suíça. Além disso, em muitos países da Europa, as flores secas são muito mais consumidas do que as folhas.
Ainda como medicinal, a malva também é aplicada na veterinária, nos casos de prisão de ventre de animais domésticos, principalmente em cães.
A planta contém mucilagens, antocianina, tanino e um óleo essencial volátil com propriedades calmantes, emolientes e laxativas. O uso da malva é indicado nas inflamações da boca (aftas e gengivites) e garganta, principalmente na forma de gargarejos. O chá é usado em casos de prisão de ventre, úlceras e gastrite. Na forma de emplastro, a malva é recomendada para tratar abcessos e as compressas feitas com as folhas são consideradas ótimas para aliviar queimaduras de sol.

Indicações: abscesso, afta, bronquite, catarro, cicatrização, faringite, furúnculo, gastrite, infecção (boca, garganta, laringite, protege tecido inflamado e irritado), irritação nos olhos e ouvidos, mau hálito, pele (erupção, dermatose, lesão nas mucosas, reduz secreções, hidratante, protege e suaviza), picada de inseto, tosse, úlcera.


MITOS E LENDAS:



Na Itália renascentista, a malva era considerada um remédio para todos os males. Suas flores entravam no preparo de um chá usado nos conventos como anafrodisíaco, ou seja, como "amansador" do desejo sexual. Na Antigüidade, acreditava-se que uma poção à base de sumo de malva evitava as indisposições durante todo o dia. Já os pitagóricos consideravam-na uma planta sagrada, que libertava o espírito da escravidão das paixões. Carlos Magno apreciava a malva como planta ornamental, em seus jardins imperiais.

QUEBRA PEDRA

Nomes Populares: Quebra pedra, Arrebenta pedra e Erva Pombinha



O chá de quebra-pedra não funciona exatamente quebrando as pedras nos rins. Na verdade o Phyllantus niruri evita que os cálculos se formem e relaxa o sistema urinário, o que ajuda a expeli-los. Pelo menos é isso que foi comprovado no estudo realizado pela química Ana Maria Freitas, do departamento de Nefrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa constatou que o chá de quebra-pedra reduz a adesão de cristais de oxalato de cálcio às paredes do túbulo renal.

Como o nome popular indica, a Quebra-Pedra é utilizada para tratamento de cálculos renais(pedra nos rins) devido à ação relaxante muscular que ajuda a eliminar esses cálculos. Também pode ajudar na prevenção do aparecimento de pedras nos rins. A Quebra-Pedra também possui propriedades diuréticas, analgésicas, anti-infecciosa e pode ser útil em casos de disenteria. Pesquisas recentes estudam o uso da Quebra-Pedra como agente anti-viral para casos de hepatite B.

Pela sua característica diurética é indicada também para quem tem hipertensão.


Várias outras indicações: ácido úrico, afecções urinárias, da pele, da boca e da garganta, afecções da próstata, afecções do fígado, albuminúria, amenorréia, analgésica, areias e cálculos renais, catarros vesicais, cistite, cólica renal, contusões, diabetes melitus com polineruropatia, disenteria, edemas, eliminação de urólitos, emético, febre palustre, feridas, gangrenas, gota, hemorragias, hepatite B, hipertensão arterial, icterícia, inapetência, infecções pulmonares, inseticida de pulgas e piolhos, litíases renais, problemas na próstata, relaxante muscular, úlceras, verrugas.

Por se tratar de uma planta rústica, seu cultivo é muito fácil. Ela se dá melhor em locais à meia-sombra, sem muita luz solar direta. Não é muito exigente quanto ao tipo de solo, mas é recomendável que este tenda mais para o arenoso do que para o argiloso. A planta responde bem à adubação orgânica e não suporta solo encharcado, por isso, no cultivo em vasos ou jardineiras é preciso ter muito cuidado com o excesso de água.

Sensacional esta plantinha rústica, não é mesmo? Mas, lamentavelmente, há um registro sobre a quebra-pedra que não nos permite comemorar: usada pelos nossos índios para tratar problemas hepáticos e renais, ela foi patenteada por uma empresa americana para a fabricação de medicamento para hepatite B.

Nosso tesouro mais uma vez roubado pelos estrangeiros....


BARDANA

A Bardana é uma planta estrangeira já aclimada no Brasil, habitando em lugares úmidos e sombreados. É um vegetal muito útil em virtude de suas várias aplicações terapêuticas. Seu êxito medicinal data da antiguidade, não sendo nunca contrariado ao longo dos séculos. Segundo a tradição curou o rei Henrique III da França de uma grave doença de pele.

Origem

Européia, sendo muito comum no Japão, Portugal, França, Itália. Naturalmente na América do Sul, nasce espontaneamente até a Argentina e está bem aclimatada no Brasil.

Uso medicinal

As raízes e as folhas tenras podem ser utilizadas como alimento, podendo a raiz também ser consumida crua. Na Europa as folhas e brotos novos são consumidos como verdura e no Japão é cultivada uma variedade para produção de raízes comestíveis.

No Brasil tem um crescimento vigoroso, sendo considerada uma espécie daninha em pomares e terrenos baldios no sul do Brasil. Antigamente era utilizada em mistura com outras ervas, para clarear a pele, a bardana tem hoje aplicações como depurativo e cicatrizante.

O decocto de suas raízes é eficaz, como purificador do sangue, em doenças reumáticas, afecções reumáticas, afecções renais e distúrbios digestivos. Externamente, prepara-se com elas uma pomada para eczema e uma loção para evitar a queda de cabelo.

Um cataplasma das folhas frescas alivia as dores provocadas por picadas de insetos, torções e hemorróidas, e a sua infusão serve para limpar feridas e inflamações cutâneas.

O extrato das sementes e também suas infusões ou decocções são especialmente indicados para a cura de enfermidades crônicas da pele.

As folhas esmagadas e aplicadas diretamente sobre a epiderme tem uma ação bactericida e anti-micótica que a torna um remédio eficaz contra inúmeras doenças de pele, como dermatoses úmidas e purulentas, acnes, eczemas, pruridos, tinha, seborréia da face ou do couro cabeludo e herpes simples.

O óleo de bardana é considerado um estimulante capilar.


Como Alimento:

Do ponto de vista nutricional, é rica em sais minerais e fornece proteínas, glicídios, fibras, vitaminas A, B1 e C, riboflavina e niacina. Como suas propriedades e boa parte dos nutrientes estão concentrados na casca, recomenda-se escová-la para remover bem a terra, mas não descascá-la. Para evitar que a raiz escureça ao ser cozida, basta deixá-la de molho na água com gotas de vinagre ou limão.

Bardana refogada no molho de soja:

Ingredientes:
2 Raízes de bardana
1 cebola pequena bem picadinha
1 dente de alho amassado
1 copo de molho de soja (shoyu)

Lavar bem as raízes para retirar toda a terra, já que a casca será ingerida;
Picar a bardana em tiras finas ou pequenos cubinhos;
Colocar a cebola picada bem pequena, o alho e o azeite na panela até dourar;
Adicionar a bardana picada e o molho de soja;
Deixar a bardana cozinhar no shoyu até secar;
Retirar da panela e servir.

Pode ser servida pura, adicionada ao arroz, ao macarrão, sopas e saladas.
Termino com um bom apetite e boa saúde!!!!!!

RESSACA....QUE HORROR!!!!!!

Melhor seria nunca passar por isso.......mas todos nós acabamos cometendo um deslize eventualmente, bebemos um pouco mais e pronto, no dia seguinte lá está ela.......


Nesse caso o que podemos fazer é tentar amenizar o incomodo resultado de uma noite de abusos, melhor se nunca mais abusassemos, mas um cházinho de boldo nessa hora é a melhor pedida, quer ver?

BOLDO - Pelmus Boldus

Propriedades Medicinais:

Atribuem-se às folhas do boldo, à venda nas casas de ervas, incontáveis virtudes terapêuticas. Tônicas e excitantes, constituem em decocções medicamentos especialmente indicado para afecções do fígado e do estômago. De modo geral atuam contra as enfermidades: hepatites, litíase biliar, cólicas hepáticas e congestões do fígado; flatulência, dispepsia, dores de estômago, ressaca alcóolica, distúrbios gástricos e digestivos; inapetência, fraqueza orgânica, tonturas e insônia; prisão de ventre e cólicas intestinais; reumatismo e gonorréia.


Esta é a espécie mais comum, mas tem outra que a gente pode ter em vasos ou floreiras em qualquer parte da casa, além de ocuparem pouco espaço são ornamentais, é a espécie conhecida como boldo da folha miúda, boldinho, etc....

Vejam as folhas são de uma amargura ímpar....mas as flores são de beleza rara.....


















Bem mas voltando ao assunto "ressaca", dado as propriedades medicinais dessa planta, particularmente às relacionadas ao fígado é que temos aqui um grande parceiro para curar ressaca alcòolica.

Uma curiosidade:

Quem não conhece aquele remédinho fitoterápico, comercializado em todas as farmácias, chamado "EPAREMA".....pois é, esse é muito usado para acabar com o desconforto causado por problemas no fígado e o boldo junto com cáscara sagrada e ruibarbo compõe a base deste medicamento e sua ação é bastante eficiente....

Então, porque não ter um vasinho com boldo, num cantinho da casa e usufruir desta propriedade quando necessário.....hein...assim bem fácil e barato.

Receita:Coloque em um copo 4 ou 5 folhinhas de boldo, esmagar bem. Adicione água fervente, tampe e deixe macerar por algum tempo, depois coe e beba.....facil....facil....né?

PLANTAS CARNÍVORAS

PLANTAS EXÓTICAS E ESPECIALMENTE LINDAS!!!!!!



Bem, a pedido de um amigo, estou aqui para falar um pouco sobre "PLANTAS CARNÍVORAS'. Um pedido um tanto incomum mas bem interessante, estas plantas apresentam uma característica que só vem reforçar a tese de que as plantas são seres vivos ao alimentar-se de insetos e até mesmo pequenos animais parece ficar mais fácil aceitar essa idéia.

Então vamos lá Anderson, pra voce:

Plantas carnívoras são plantas com a habilidade de capturar animais e , através de enzimas digestivas, extrair composto nitrogenados para seu próprio aproveitamento. São normalmente habitantes de solos pobres e encharcados, com pouca disponibilidade de nitratos (essenciais para a síntese da molécula de clorofila), dependendo assim do nitrogênio contido nas proteínas dos animais.
As plantas carnívoras são nativas da faixa tropical, ocorrendo no Sudeste Asiático, América e Austrália, umas poucas no sul da Europa e África, muito embora existam gêneros ou famílias inteiras adaptados ao clima temperado.

Com esse pequeno prefácio já posso lhe dizer que algumas bromélias típicas aqui do Brasil, também apresentam espécies carnívoras como exemplo temos as "Bromélias tanque", são particularmente comuns em áreas de grande pluviosidade, como florestas, mas podem também ocorrer em locais de pluviosidade menos intensa, onde o orvalho é grande durante a noite, conduzindo com suas folhas as gotículas de água em direção ao centro. A água acumulada no centro da planta propicia uma certa proteção térmica, em casos de incêndio, o centro da planta resiste ao fogo, permitindo que ela continue a crescer.

Amigo Anderson devo dizer que ter uma planta dessas em casa é um desafio, é preciso alguns cuidados especiais como por exemplo controle de ar e umidade, o que exige local especia algo como uma estufa....

Os hipermercados têm a grande vantagem de vender as plantas, o que por si já é muito bom. Encontrar Carnívoras não é fácil. Mas, na sua maioria, os hipermercados não dedicam lá muito tempo as suas plantas, as carnívoras passam rapidamente a sofrer nessas prateleiras sem luz solar ou mesmo pior sem água.

Bom mesmo é chegar a comprar poucos dias depois de as plantas estarem disponíveis. Tenha então o cuidado de observar bem a planta e escolher a mais vivaça, novos rebentos é uma boa indicação. Nunca compre se tiver flor (ou perto disso), será mais difícil recuperar do esforço da flor.

1-Dionaea Muscipula (duas) 2-Turfa já preparada 3-Argila (Limpa) 4-Tubo Transparente 5-Esfagno 6-Vaso colorido

Quando comprar a planta e já que se encontra num hipermercado (ou numa loja de plantas) compre um vaso. Repare que o vaso aqui apresentado é quadrado, isso não é por acaso. Se pretender colocar a sua planta em terrarium ou em estufa, a forma do vaso é importante, visto ser mais compacto.

A cor também pode ser importante, ajudando a planta a apanhar insectos (sobretudo moscas). Se colocar um vaso com cores vivas, os insectos serão mais facilmente atraídos, ajuda assim a planta a alimentar-se (não é por acaso que as folhas passam a ter um interior vermelho quando saudáveis).



PRIMEIRO PASSO:

Lave a argila em água destilada (ou da chuva). Não queremos colocar desde já minerais ou mesmo cloro na argila, que pode demorar a sair.

Corte um bocado de tubo transparente (pode ser de cor claro). Corte à medida da altura do vaso, de um lado um corte "limpo" e do outro na transversal. Esse tubo irá permitir colocar água no fundo da planta evitando a rega nas folhas.










Coloque a argila depois de limpa dentro do vaso. Coloque o tubo com o lado transversal para baixo e virado para o vaso (nao dos lados da argila, assim a água passa melhor)

P.S.
- neste endereço voce vai encontrar uma relação de plantas com comentários
http://www.karnivoras.com/authors/1/Daey-karnivoras

- aqui onde voce pode adquirir uma:

http://www.pabxks.com.br/plantas_carnivoras/catalogo_dionaea.htm

http://www.carnivoras.net/

OU VOCE PODE USAR ISTO.......AHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!



SETE SANGRIAS

Planta Interessante, veja que flor linda, e é justo essa linda flor que vamos usar,


DESCRIÇÃO: Tem como nome científico Cuphea Família: Lythraceae e nome popular: Guanxuma - vermelha, erva - de - sangue. É originário da América Central e do Sul, desde o México até o Uruguai. Reproduz-se por sementes, preferindo solos arenosos, úmidos, férteis e ricos em matéria orgânica. Floresce quase o ano todo, sendo a época de maior florescência os meses de junho e julho.

INDICAÇÃO: O chá de Sete Sangrias é indicado para arteriosclerose, depurativo, hipertensão, palpitações do coração, insônia, colesterol, circulatória, psoríase, dermatite de contato e afecções da pele em geral.

Propriedades medicinais: adstringente, antidiarréica, anti-hipertensiva, antiobésica, anti-reumática, anti-sifilítica, balsâmica, cardiotônica, depurativa do sangue, digestiva, diurética, diaforética, emenagoga, febrífuga, hipocolesterolêmica, hipotensora, sedativa, sudorífera, tônica.

É ótima para arterosclerose, hipertensão arterial, colesterol alto, palpitações cardíacas, também pode ser usada para eczemas, úlceras na pele, furúnculos, reumatismos, doenças venéreas.


CURIOSIDADES :

- A Sete sangrias era considerada pelos antigos como a plantinha que substituía sete sangrias. Como toda a planta ligada ao planeta Saturno , deve ser usada pelos "soldados". Pessoas muito rígidas, que se obrigam a ser sempre corretas e morais, que quase não sorriem, que encaram a vida como uma constante disciplina. É ótima para os muito tensos, que se impõem regras e mais regras, não admitindo uma falha sequer.

- O escalda pés com sete sangrias ajuda a baixar a pressão, relaxa e traz uma boa noite de sono.

Precauções:

  • Em excesso, pode causar diarréia


CONVERSAR COM PLANTAS????

Nesse post quero mostrar porque é importante "CONVERSAR COM AS PLANTAS" que é coisa séria, não é loucura. Foi provado científicamente que as plantas reagem ao ambiente ao seu redor e por isso é importante que aprendamos a interagir com elas.....

Vejam esta matéria e depois tirem suas próprias conclusões.

No século XVIII, Carl von Linné, o pai da Botânica Moderna, afirmou que a planta difere de animais e humanos apenas por sua incapacidade de mover-se.

Dr. Gustav Theodor Fechner, que era médico, físico e professor alemão, foi tido como um louco por muitos em 1848, quando sugeriu que as pessoas deveriam falar com as plantas para ajudá-las a crescer e produzir flores e frutos mais belos e saborosos. Em seu livro “Nana, a Força Viva das Plantas”, ele ousou dizer que as plantas eram semelhantes aos seres humanos, tinham um sistema nervoso central e possuíam emoções e sentimentos. Indagava com freqüência, “ Além das almas que se atropelam e berram e se devoram, não há de haver almas que desabrocham serenas e exalam perfume e saciam com o orvalho sua sede e com o brotamento seus impulsos ?”.

Trinta e quatro anos depois, Charles Darwin, o famoso naturalista inglês, escreveu “O Poder do Movimento nas Plantas”, onde compara as características dos primatas com as das plantas. Para Darwin, as plantas são dotadas de uma capacidade incomum de movimento e somente a demonstram diante de uma real necessidade.

No inicio do século XX, o biólogo vienense, Raoul Francé declarava que as plantas movem-se com capacidade, liberdade e graça semelhante aos bichos ou aos humanos. Isso viria a chocar os naturalistas da época.

Rudolf Steiner, o famoso agrônomo e místico alemão criador da Sociedade Antroposófica, estudou as plantas em detalhe e desenvolveu um método de processar matéria orgânica em combinação com as forças cósmicas e aplicando o produto resultante em doses homeopáticas nas plantações. Foi um ardente defensor da agricultura orgânica. Para ele, não apenas as plantas mas também o solo eram organismos vivos.

Na década de 60, uma descoberta fantástica aconteceu de forma inteiramente inesperada. Cleve Backster, um famoso perito em polígrafos (aparelhos para detecção de mentira), conectou os eletrodos de sua máquina nas folhas de uma Dracena massageana. A planta, para espanto de Backster, demonstrou uma reação semelhante à de um ser humano submetido a uma situação de estresse emocional. Teria a planta tido uma reação emocional ou fora tudo apenas uma resposta fisiológica à passagem de uma corrente elétrica através da folha ? Bom, para descobrir, Backster teria que causar uma situação de ameaça à planta e verificar se haveria alguma mudança significativa no gráfico de respostas. Ele pensou em queimar as folhas. Nesse exato momento, a agulha do aparelho deu um salto ! Como poderia ter acontecido quando ele apenas pensou em fazê-lo ??? ! ! !

Backster era um profissional experiente, afinal ministrava cursos para policiais e peritos do mundo inteiro, mas . . . Como isso teria acontecido ? Ele então concebeu uma ameaça maior. Pensou em apanhar os fósforos e realmente queimar a planta. Novamente a agulha deu um salto dramático ! Estava evidente, sem sombra de duvidas, que as plantas pensam e, de alguma forma, podiam ler seus pensamentos.

Após essa descoberta inicial, muitos outros experimentos foram conduzidos com resultados surpreendentes e puderam ser repetidos por outros experimentadores (agora intrigados cientistas) e os resultados plenamente verificados. A descoberta passou a ser conhecida como “Efeito Bakster”.

Veham alguns desses experimentos:

Foi feito um experimento para saber se as plantas eram sensíveis também à destruição ou ameaça à outras formas de vida. Foi construída uma máquina que deveria matar alguns camarões sem intervenção humana e de forma inteiramente automatizada numa determinada sala. Em várias outras salas foram colocadas plantas conectadas a polígrafos muito sensíveis. Como fator de controle e para detectar qualquer influencia ambiental ou possíveis variações aleatórias na leitura dos poligrafos, alguns desses aparelhos foram ligados, medindo corrente elétrica sem estarem conectados a qualquer planta. Os cientistas deixaram o laboratório e retornaram algum tempo depois para checarem os resultados. Ninguém sabia exatamente quando a máquina iria aniquilar os camarões. No exato momento em que os camarões foram mortos, TODAS as plantas tiveram variações violentas no gráfico de seus respectivos aparelhos, muito embora estivessem em salas separadas da sala onde os animais foram mortos.

Em outra ocasião, foi pedido a um grupo de estudantes que entrassem em determinada sala, permanecessem por alguns minutos e saíssem. Apenas um, sem que ninguém soubesse (nem mesmo os cientistas), foi pedido que arrancasse uma folha de uma planta na sala. Mais tarde os alunos retornaram um a um e quando o agressor entrou na sala, a planta, agora ligada a um detector, demonstrou sentir grande medo, pois o gráfico do aparelho apresentou variações significativas.

Em 1970, um dentista de Nova York, o Dr. George Milstein, produziu um disco com músicas clássicas e suaves para ajudar as plantas crescerem. Baseado em suas próprias experiências, ele dizia que as plantas desenvolviam-se melhor num ambiente com música agradável. Fato este confirmado por experimentos controlados feitos por vários departamentos, em escolas de Agronomia e Botânica de algumas universidades americanas.

Depois disso é difícil aceitar que as plantas não sentem...e também é por isso que meu trabalho
tornou-se ainda mais interessante. Sempre que preciso da ajuda delas ou para preparar um chá, ou para fazer um extrato, sabonetes, óleos essenciais, qualquer coisa, até mesmo para colher uma flor e enfeitar minha casa, sempre, antes da colheita, converso e explico a elas qual meu objetivo, que não pretendo de forma alguma machucá-las, apenas preciso muito de sua ajuda.....pode parecer loucura para alguns desavisados, mas depois de estudar o comportamento delas não há como agir diferente......

Amo as plantas......

ATOPIA CANINA

O QUE FAZER?

Bem o assunto hoje é bichinho de estimação....tu tenho duas cachorrinhas, filhas de cocker com lhasa, e elas tem um problema de alergia que causa muita coceira, como elas são muito peludas complica ainda mais o problema se os pelos ficam muito molhados.


Esse é um problema comum em muitos animais, muitos são de origem genética e é o caso das minhas.

ATOPIA CANINA

Atopia canina é uma doença dermatológica causada por uma hipersensibilidade hereditária a alergenos inaláveis (poluição, pólen, mofo, ácaros, etc).

Os animais do sexo feminino apresentam maior incidência de atopia.

As raças mais afetadas são: Pastores alemães, Boxers, Labradores Retrievers, Golden Retrievers, Cairn Terriers, Fox Terriers, Irish Setters, Dálmatas, Poodles e Schnauzers miniaturas.

Geralmente a atopia se manifesta entre um e três anos de idade, sendo difícil sua manifestação em cães com idade inferior a seis meses.

Os cachorros acometidos pela atopia apresentam lesões auto produzidas (auto-traumatismo). Essas feridas aparecem na face, patas, axilas e virilhas. O primeiro sintoma da atopia é o eritema. Conforme a patologia vai progredindo surge alopecia, piodermatite secundária, hiperpigmentação e liquenificação.

Outros aspectos clínicos são: crises de espirros, conjuntivite, rinite, otite externa e alteração da cor da pelagem causada pela saliva. Pode ocorrer hiperidrose (10 a 20% dos casos) e raramente asma.

Então comecei tratá-las com um chá feito à base de ervas medicinais que tem dado resultado satisfatório e por isso estou aqui colocando à disposição para quem precisar.
O tratamento é basicamente para manter sob controle da doença já que não há cura apenas controle.

Aí vai a receita do chá....

Fazer um chá bem forte com Transagem, Malva e Confrei, pode guardar na geladeira por até 3 dias. Fazer compressas nos locais mais atingidos com um paninho ou algodão, geralmente nas patinhas, embaixo dos bracinhos, nas orelhas, etc...., nem precisa se preocupar se eles lamberem as patinhas depois da compressa porque o chá pode ser ingerido sem problemas.

Eu já falei dessas plantas aqui no blog, dado as propriedades cicatrizantes, bactericida, das mesmas o resultado é bastante bom pois evita ferimentos causados pela coceira, ou se já estiver ferido, cuida tambem os ferimentos.


Vale a pena tentar até porque é barato, fácil de encontrar e também de aplicar, e é claro os bichinhos não precisam ser privados de nada por conta do tratamento, alguns tem sensibilidade até ao pólen das plantas e não precisam ser isolados, é claro que se voce tem mais de um animal seria interessante que cuidasse dos outros mesmo que não tenham o problema, já que ficam juntos.

TANCHAGEM

Poderosa bactericida e cicatrizante....verdade ou mito?

Tanchagem é uma das ervas mais usadas na Índia. Existem mais de 200 espécies espalhadas pelo mundo. É uma das nove plantas sagradas da antiga Lacnunga Saxônica, onde era chamada de "weybroed". As propriedades curativas já foram mencionadas por Shakespeare e Chaucer.


Erva muito comum, cresce como erva daninha no inverno. Usa-se folhas e raiz. Tem ação antiinflamatória, antibiótica, cicatrizante e bactericida. É um dos mais poderosos antibióticos naturais, que pode ser usado sem contra-indicações.

Propriedades medicinais: adstringente, analgésica, antidiarréica (folha), anti-hemorrágica, antimicrobiana, antipirética (febre), anti-reumática, antiulcerogênica, béquica (tosse) ,anti-hemorroidária, antitabagismo, depurativa, descongestionante, digestiva, diurética, emenagoga (que restabelece o fluxo menstrual), emoliente , expectorante, hemostática, laxativa leve (sementes), oftálmica, resolutiva (que faz cessar uma inflamação), sedativa, tônica, vulnerária (que faz curar feridas e chagas).

Indicações: acne, ácido úrico, aftas, afecções hepáticas, amigdalite, anemia, angina, apendicite crônica, azia, bronquite, câncer, catarros pulmonares, cistite, cólica infantil, conjuntivite, cravos, debilidade, diarréia, disenteria, distúrbios renais, disúria (expulsão dolorosa da urina), edema necrótico, enxaquecas, epistaxe (derramamento de sangue pelas fossas nasais), espinhas, estomatite, faringite, febres intestinais, flebite, feridas, fissura no bico dos seios, furunculoses, gastrite, gengivas fracas, gengivite, gota, hemoptise (sangue expelido pela boca), hemorragias, icterícia, impurezas na pele, irritações nos olhos, inflamações (bucofaringeanas, dérmicas, gastrintestinais e das vias respiratórias), irritação na pele pós-sol, infecções, laringite, litíase urinária, nefrite, obstipação, parotidite, paludismo, picadas de insetos, prostatite, psoríase, queimaduras, resfriado, sinusite, terçol, tosses, traqueobronquite, tumores, úlcera gástrica, úlceras intestinais, uretrite crônicas, varizes. Parte Utilizada: Folhas, raízes e sementes

Uso Culinário: Usa-se a tanchagem sob forma de bolinhos e em refogados, feitos como os de couve, e que acompanham carnes em geral; pode entrar também no recheio de omeletes, fritadas, pastéis e rocamboles. Para isso utilizam-se as folhas mais novas, mais tenras, retirando-se o fio central das mesmas mais vigoroso.Bolinho de tanchagem: 1/2 maço da erva, 2 ovos, 3 col de sopa de farinha, água ou cerveja o suficiente para amolecer a massa, sal, óleo para a fritura. Cortar a tanchagem bem fina e junte os ovos, previamente batidos com a farinha, adicionando a água ou cerveja e o sal. Em seguida, frite em óleo bem quente.

Uso Cosmético: Aplicada diretamente sobre a acne e outros males de pele, as folhas de tanchagem, bem lavadas, e socadas como emplastro, aliviam a dor, combatem a inflamação e ajudam a cicatrizar. Tem ação tonificante sobre a pele.


Curiosidade:


A Pomada do lavrador Sr. Dario de Belo Horizonte:

O Sr. Dario, 79 anos, sofrendo com uma micosa na perna durante dois anos. Não curava de jeito nenhum, conta. Remédio de farmácia, benzedeiras, nada resolvia. Até que, um dia de muita dor, voltava para casa quando uma coisa estranha aconteceu. Ele conta que parece ter tido uma visão: "Quando eu virei para descer para minha casa, passou tudo pela minha testa: o que eu fisesse curaria minha perna". E o santo remédio estava muito perto, em canteiros, de onde ele tirou a receita que considera divina. "A pomada tem tanchagem, alcanfor e assa peixe". Feliz da vida, saiu receitando a pomada para a vizinhança. Mesmo assim, levou sua invenção para os pequisadores conhecerem. Ele havia desenvolvido uma fórmula que não podia ser comercializada da maneira que preparou, diz a doutora em ciência Tania Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa(UFV). Seu Dario procurou o lugar certo. A pomada está sendo analisada pela equipe de Tania. O remédio já está sendo testado em humanos, e os resultados não deixam dúvidas: A pomada de Seu Dario é cicatrizante, bactericida e mata os fungos. Será patenteada em breve.


A MAGIA DAS PLANTAS

Nosso mundo é cheio de mistérios......


Mistérios tecnológicos, mistérios científicos, mistérios sociais e sobretudo mistérios religiosos, que acompanham o homem desde os tempos mais remotos.
Acredito que depois do sol, da lua e das estrelas, a primeira divindade tenha sido o fogo e, com ele, através da fumaça (o perfumum), todos os aromas das madeiras, das flores e das folhas queimadas que afastavam tanto os animais ferozes e os insetos quanto a escuridão ameaçadora. O mistério e a magia das plantas são elementos sempre presentes nas cerimônias religiosas, e não é difícil fazer uma rápida retrospectiva da sua importancia. A maioria das ervas tem um componente sobrenatural e é usada para proteção, cura, advinhação, etc. As árvores servem de morada aos deuses e, às vezes, são o próprio deus em sua forma terrena, como no caso do carvalho, que é a representação do deus do raio, Zeus ou Júpiter na Antiguidade Clássica e o Thor dos germânicos. E foram justamente os homens que primeiro se aperceberam do poder curativo das plantas que se tornaram magos, sacerdotes e feiticeiros. Guardavam cuidadosamente suas descobertas e as usavam como instrumento de poder. Tanto na mitologia grega quanto nas religiões antigas e modernas podemos sentir a importância do conhecimento do uso das plantas como invocadoras de poderes sobrenaturais.
Muito mais tarde o progresso científico tentou e ainda tenta provar que a magia é um produto da ignorância, mas vemos também, muitas vezes, a ciência reconhecer embora a contragosto, que crenças e ritos têm muito mais lógica do que seria lógico esperar de práticas tão primitivas. Como já foi dito, a realidade tem quase sempre um antecedente sobrenatural. Os ecologistas de hoje, por exemplo, são uma versão moderna de personagens míticos que povoaram as florestas para protegê-las da destruição. Esses personagens (drus, em grego), como os druidas, e tinham a missão de castigar os inimigos do verde. Eles sabiam que as árvores eram indispensáveis à vida. Sem as plantas a Terra seria um planeta morto, não haveria ar nem alimentos para homens e animais.
Mas como teriam descoberto estas coisas? Advinhação? Premonição? Não sei. O que sei é que a ciência atual, do alto do seu saber, "descobriu" que as plantas têm memória, sentem amor, raiva, medo, ódio, alegria. Foi Cleve Bakster, um americano, que descobriu tudo isto em 1966 ligando nas plantas um aparelho chamado galvanômetro. As reações foram tão surpreendentes que a comunidade científica precisou repensar todos os seus conceitos. Então as plantas pensam mesmo. Então os magos e curandeiros tinham razão quando reverenciavam o espírito que habita nas plantas, especialmente as "mães" dos sete cereais sagrados (milho, arroz, centeio, trigo, cevada, painço e aveia). Elas simbolizam a fertilidade.
Mas como e por que terão aparecido estes ritos sagrados? Sabemos que a agricultura começou no período neolítico e que mesmo naqueles tempos remotos as forças da magia eram invocadas de várias formas. Os cereais descenderiam todos da família das gramíneas e foram sendo modificados aos poucos pelas mãos do homem e por poderes sobrenaturais. Menos o trigo, que teria sido trazido de Vênus, junto com as abelhas e as formigas, por uma civilização que nos teria trazido também o primeiro código moral e social.
Os mistérios são tantos e muitas vezes tão absurdos que o mais fácil mesmo é a gente fingir que não acredita em nada que não seja "rigorosamente científico". Mas é certo que as dúvidas existem e vão ficando cada vez maiores à medida que vamos lendo, estudando e aprendendo. E para complicar ainda mais, de repente surgiu nos Estados Unidos e na extinta União Soviética uma ciência incrível chamada psicobotânica, que usa aparelhos complicadíssimos e chega a conclusões cada dia mais surpreendentes, e que vem provar, mais uma vez, que os mistérios só crescem com o conhecimento. Quanto mais descobrimos coisas mais nos damos conta da nossa enorme ignorância, e tenho mesmo a impressão de que a ciência está provando a cada dia que o poder das plantas é muito maior do que pensavam as bruxas e os feiticeiros. E acho até que era bem mais fácil aceitar a parte sobrenatural de uma planta quando não se tinha os fantásticos conhecimentos de hoje. Por exemplo, imaginemos uma cena numa fazenda de café do século passado, onde os escravos trabalhavam de sol a sol e sofriam castigos que mal podemos imaginar. À noite, um curandeiro preparava um caldeirão com ervas iguais ou parecidas às da sua pátria distante. O banho cicatrizava quase de um dia para o outro as feridas feitas com o chicote. A bebida acalmava os nervos, e o pobre negro dormia em paz. Onde acabava o poder curativo e onde começava a magia? Nunca saberemos.....
As plantas ajudam. As plantas curam. E onde termina o poder real e começa a magia não é o mais importante. O importante é usarmos as ervas de uma forma cada vez mais consciente e tentarmos conhecer suas propriedades reais. Certezas não teremos nunca, e rezas, bruxedos e simpatias existirão sempre. Fazem parte da natureza humana.

HORTELÃ

De todas as famílias de ervas aromáticas, talvez a das mentas seja a mais conhecida.

Seu perfume é inconfundível e, apesar das centenas de tipos existentes, suas propriedades maravilhosas são felizmente comuns a quase todas, o que facilita o seu uso.
Há quem afirme que, quando um botânico diz que conhece e pode classificar todas as mentas, não é digno de confiança porque é impossível conseguir este conhecimento, tantos foram os cruzamentos que a planta sofreu ao longo dos séculos.
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Para nós, a folhinha mágica dos chás calmantes para velhos e crianças é sempre "hortelã", que é o nome vulgar da Mentha Piperita, sua variedade mais comum que pode ser encontrada em todo o Brasil.

Um pouco de lenda:
Para os árabes a menta é quase sagrada e, tanto nos admiráveis palácios cobertos de mosaicos quanto nas tendas dos pobres felás, respira-se o perfume inconfundível da erva. Parece que Sherazade salvou sua vida durante as mil e uma noites com as famosas histórias regadas a chazinhos de hortelã, que é considerada a erva mensageira da amizade e do amor.

Na mitologia aprendemos que Zeus e Hermes andavam disfarçados pela Terra e foram desprezados por todas as pessoas a quem pediam um pouco de pão e água. Finalmente encontraram um pobre casal de velhos que os acolheu, limpou e perfumou sua pobre mesa com folhas de hortelã e lhes deu o que comer e beber. Os deuses em agradecimento transformaram seu casebre em um palácio. A partir de então a hortelã transformou-se também em símbolo de hospitalidade, sendo usada até a Idade Média para limpar e perfumar a casa.

Uma das ninfas amadas por Plutão, Minthe foi transformada em erva para fugir da ira da ciumenta mulher do deus grego.

Propriedades Medicinais:

No século XVIII suas virtudes medicinais começaram a ser seriamente estudadas e, pelas mãos dos colonos ingleses, chegaram ao Novo Mundo com fama de "chá para todas as doenças".
As hortelãs são dotadas de propriedades antiespasmódicas, carminativas, estomáquicas, digestivas, tônicas e estimulantes realmente notáveis. Por favorecerem a expectoração, indicam-se contra os catarros, as tosses rebeldes e a asma. Aliviam as cólicas de origem nervosa, intestinais, hepáticas e nefríticas, bem como as dores de cabeça e reumáticas. Combatem ainda os vermes intestinais das crianças. Externamente a infusão de hortelã misturada com óleo de oliva é empregada contra as queimaduras com bons resultados.

Uso Culinário:

Bom para kibes, molhos, saladas, carnes. A geléia de hortelã acompanha carne ou costeleta, carneiros assados. Ervilhas condimentadas com hortelã. Curtida com vinagre dá toque especial para saladas e assados. Pode ser acrescentada em ovos mexidos e omeletes.
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Aqui vai uma receita de molho de hortelã para acompanhar carneiro assado, um dos pratos nacionais da Inglaterra:

Bloco de texto
Ingredientes:

-1 maço de hortelã (use apenas as folhas)
-1 xícara de azeite
-sal e pimenta a gosto
-1 colher de sopa de limão ou vinagre

Modo de Preparo

Pique a hortelã bem miudinha (é desaconselhável bater no liquidificador ou processador, pois muda o sabor, deixando com gosto de mato) Acrescente o limão
junte o azeite aos poucos, batendo com uma batedor de arame ou garfo, para que fique cremoso
Vai muito bem com carneiro assado.




Uso mágico: Atribui-se às mentas poder afrodisíaco. Seu uso está associado aos feitiços de saúde, proteção, dinheiro e exorcismo.
Fortalece a auto-confiança, dissolve pensamentos negativos, medo e egoísmo
Junto com a manjerona e o alecrim forma um trio de proteção especial e definitivo.

Na Cosmética:

Em geral bom para o rejuvenescimento da pele e refrescante. A Hortelã é adstrigente e clareia o tom da pele, bom também para infusos para bochecho do hálito, durante a Idade Média o pó de folhas de hortelão era usado para clarear os dentes.

O óleo essencial da menta é ingrediente de muitos cosméticos e alguns perfumes. Mentol e óleo essencial de menta também são usado na medicina como competente de muitos medicamentos, e são populares na aromaterapia.

CONFREI

Confrei ou consólida são alguns dos nomes vulgares do Symphytum officinale

O Confrei é uma daquelas plantas que de vez em quando "entram na moda" e logo caem em descrédito porque são aconselhadas para todos os males e acabam não curando nada. São usadas como novidade uma ou duas vezes e depois rapidamente esquecidas na horta ou na cozinha.

Nos últimos cem anos já foi considerado capaz de evitar as carências alimentares de todos os seres humanos e de curar todas as doenças. Há pouco tempo, entretanto, foi considerado cancerígeno, e desde então existem opiniões antagônicas a seu respeito.
Alguns médicos embora não neguem sua eficácia - o Dr. Eduardo Peixoto, diretor do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde é um deles - aconselha a suspensão de seu uso até que se confirme ou não a existência de efeitos colaterais. O Dr. Marcial Ribeiro chega inclusive a citar experiências com ratos feitas na Universidade de Tóquio, Japão: em 600 dias estes animais apresentaram neoplasia no fígado. No caso do Homem, supõe-se que esse efeito só pode ser constatado depois de 15 a 20 anos de ingestão ininterrupta de confrei. A Farmacolocista Jurema Paes Leme, no entanto, contesta tal suposição, afirmando que para contrair tumores hepáticos um homem de 60 kgs teria que ingerir quatro xícaras de chá por dia durante 140 anos. Já o prof. Dr. Walter Accorsi, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP Piracicaba), que vem receitando confrei aos seus clientes há muitos anos, acredita que esta planta não cause mal algum. E o farmacologista Antonio Carlos Neder, da Unicamp, que tem feito uma série de experiências que comprovam as virtudes do confrei como cicatriznate e curativo, não observou até agora nenhum efeito nocivo desta erva.

Há muitos séculos é usado na Ásia como ração para os animais e sempre foi considerado a planta que "solda os ossos". Realmente age quase sempre como um "cola-tudo" em relação aos ossos, mas é perigoso quando se trata de ferimentos tipo úlcera. Cicatriza tão depressa a parte externa da pele que muitas vezes o processo inflamatório continua por dentro. Mesmo assim foi usado pelas tropas romanas, pelos cruzados e por todos os exércitos europeus até a Primeira Guerra Mundial.

O confrei faz parte da relação de 21 plantas cujas propriedades terapêuticas estão sendo analisadas pela Central de Medicamentos (Ceme), órgão do Ministério da Previdência Social. A ele atribui-se a capacidade de não só curar e cicatrizar feridas mas também consolidar fraturas com prodigiosa rapidez. Considera-se ainda que o chá preparado com as folhas e raízes funciona beneficamente nas doenças pulmonares, inclusive as graves como pneumonia e tuberculose, além de estancar a hemorragia de pulmões, estômago e intestinos. Em alguns casos, conforme fontes categorizadas, tem sido empregado com êxito contra tumores malígnos e úlceras progressivas.

Na cosmética natural o confrei é uma preciosidade e custo a acreditar que possa fazer mal.
Um creme feito com cera de abelha, lanolina e suco de confrei é excelente para a pele e atenua as rugas em volta dos olhos. Aliás, o suco de confrei pode ser colocado puro dentro dos óleos e dos cremes para deixar a pele elástica e jovem. Claro que assim o creme fica muito mais perecível. O jeito mais prático de começar a usar uma receita como esta é separar um pouquinho do creme preferido, juntar algumas gotas de suco de confrei e experimentar.


No aspecto mágico, o confrei é uma planta que protege os viajantes. Algumas folhas na mala evitam que a bagagem se perca. Na Idade Média as jovens que tinham perdido a virgindade, na véspera do casamento tomavam um banho num chá bem forte de confrei e parece que nenhum noivo desconfiava, porque as virtudes adstrigentes da planta neste sentido realmente são fantásticas.....

O Confrei estimula o sentimento de segurança pessoal.